13.4.08

O Amor - Krishnamurti

O Amor



De todas as qualidades, o Amor é a mais importante, pois sendo bastante forte num homem, obriga-lhe a aquisição de todas as demais qualidades, que não bastariam sem o Amor. Frequentemente é expresso como um intenso desejo de se libertar da roda dos nascimentos e mortes, e de se unir com Deus. Entendê-lo, porém, desse modo, denota egoísmo e abrange apenas uma parte da sua significação. Não é tanto o desejo, como a vontade, a resolução, a determinação. Para produzir seus resultados, essa resolução deve encher de tal modo a tua natureza inteira que não deixe lugar para qualquer outro sentimento. É, na verdade, a vontade de ser uno com Deus, não para escapares à fadiga e ao sofrimento, mas para que, pelo teu profundo amor por Ele, possas agir com Ele. E porque Ele é Amor, tu, se te quiseres unificar com Ele, deves encher-te de profundo desinterêsse e amor.



Na vida diária isto implica duas coisas: em primeiro lugar, ter o cuidado de não fazer mal a nenhum sêr vivo, e em segundo, vigiar as oportunidades de prestar auxílio.



Primeiro não fazer mal. Tres pecados há que acarretam maior dano do que todos os outros no mundo - a maledicência, a crueldade e a superstição - por serem pecados contra o amor. O homem que quiser encher o coração do amor de Deus, deve estar incessantemente precavido contra a prática desses tres pecados.

Observa os efeitos da maledicência. Começa com um mau pensamento, e este em si mesmo é já um crime, pois que, em tudo e em todos existe o bem, em tudo em todos existe o mal. Podemos reforçar qualquer deles pelo pensamento, e deste modo ajudar ou embaraçar a evolução; podemos fazer a vontade do Logos ou resistir-lhe. Se pensares no mal que existe em outrem, cometes ao mesmo tempo três ações más.

1) Enches teu ambiente de maus em vez de bons pensamentos, aumentando, assim, a tristeza do mundo.

2) Se nesse homem existir o mal que supões, o fortificas e alimentas e, assim, tornas pior o teu irmão, em vez de o melhorar. Porém, geralmente o mal não existe nele, mas é apenas um produto da tua fantasia; e então o teu pensamento tentará o teu irmão à prática do mal, pois que, se ele não for ainda perfeito, poderás torná-lo tal qual o imaginas.

3) Saturas a tua mente de maus em vez de bons pensamentos; embaraças, assim, o teu próprio crescimento, tornando-te, aos olhos dos que podem ver, um objeto feio e penoso, em lugar de belo e atraente.

Não contente de ter feito todo este mal a si próprio e à sua vítima, o maledicente tenta, com todas as suas forças, fazer os outros partícipes do seu crime. Prontamente conta a perversa história, na esperança de que o acreditem; e então se juntam todos a enviar maus pensamentos ao pobre paciente. Isto se repete dia a dia, e é feito, não por um homem, mas por milhares. Começas a ver quão terrível é este pecado? Deves evitá-lo por completo. Nunca fales mal de ninguém; recusa ouvir o mal que te disserem dos outros e suavemente observa: ''Talvez não seja verdade, e mesmo que o seja, é mais caritativo não falarmos nisso''.

Quanto à crueldade, pode ser de duas espécies: intencional e não-intencional. A crueldade intencional consiste em causar dano a um sêr vivo, de âmbito deliberado; este é o maior de todos os pecados - próprios antes de um demônio do que de um homem. Dirás que nenhum homem cometeria tal crime; porém, os homens o cometeram muitas vezes e o cometem ainda diariamente. Praticam-no os inquisidores; muita gente religiosa o praticou em nome da sua religião. Os vivissectores o praticam; muitos mestres-escolas o praticam habitualmente. Toda essa gente procura desculpar a sua brutalidade dizendo que é costume. O Karma não leva em conta o costume, e o karma da crueldade é de todos o mais terrível. Na Índia, pelo menos, não há desculpa para tais hábitos, pois o dever de não fazer mal é de todos bem conhecido. A sorte reservada ao cruel incide também sobre todos aqueles que intencionalmente matam criaturas de Deus, sob o pretexto de pesportos.

Sei que não farás estas coisas; e, por amor de Deus, quando a oportunidade se oferecer, falarás abertamente contra elas. Porém, existe a crueldade na palavra, da mesma forma que nos atos, e um homem que diz algo com a intensão de ferir a outrem, é passível desse crime. Isto também não farás; porém, às vezes, uma palavra impensada faz tanto mal como se fosse malévola. Deves, pois, estar de sobreaviso contra a crueldade irrefletida.

Ela se origina, comumente, da irreflexão. Um homem cheio de avareza e cobiça não pensa jamais nos sofrimentos que causa aos outros, pagando-lhes pouco a pouco e deixando meio famintos sua mulher e seus filhos. Um outro pensa apenas nos seus desejos luxuriosos, pouco se importando com os corpos e as almas que arruina para sua satisfação. Um outro, somente para poupar-se uns poucos minutos de incômodo, não paga aos seus operários no dia designado, sem pensar nas dificuldades que lhes origina. Por essa forma muito sofrimento pode ser causado pela irreflexão - pelo olvido de pensar sobre o modo pelo qual uma ação afeta os outros. Porém, o Karma não esquece nunca, e não leva em conta que os homens esqueçam. Se desejas entrar na Senda, deves pensar nas consequências das tuas ações a fim de não incidires em crueldade irrefletida.

A superstição é outro grande mal, que tem causado muitas e terríveis crueldades. O homem que é seu escravo, desdenha aqueles que são mais sábios e tenta fazê-los agir do mesmo modo. Pensa nos horrendos massacres produzidos pela superstição que aconselha o sacrifício de animais, e pelo ainda mais cruel preconceito de que o homem necessita de carne para alimentar-se. Pensa nos maus tratos que a superstição tem criado para as classes oprimidas da nossa Índia bem amada, e verifica por aí quanto esta má qualidade pode originar de covarde crueldade, mesmo entre aqueles que conhecem o dever de ser fraternais. Muitos crimes os homens cometeram em nome de Deus do Amor, movidos pelo pesadelo da superstição; cuida, pois, muito para que dela não reste em ti o menor vestígio.

Esses três grandes crimes deves evitar, pois são fatais a todo o progresso, por serem pecados contra o amor. Não basta, porém, refrear o mal; é preciso ser ativo no bem. Deves encher-te tanto do intenso desejo pela formação desse hábito de serviço, que estejas sempre vigilante para prestá-lo em torno de ti - não somente aos homens, como também às plantas e aos animais. Deves prestá-lo nas pequenas coisas, cada dia, a fim de que não percas as raras oportunidades em que se te apresentam grandes coisas para ser feitas. Pois que, se anseias unificar-te com Deus, não é por amor a ti próprio, mas para que possas ser um canal através do qual o Seu amor flua aos homens, teus irmãos.

Aquele que está na Senda, não existe para si mesmo, mas para os outros; esquece a si próprio para poder servi-los. Ele é como uma pena na mão de Deus, através da qual o Seu pensamento fluí e pode encontrar neste mundo uma expressão que, sem esse instrumento, não poderia ter. É ao mesmo tempo uma coluna de fogo vivo a radiar sobre o mundo o Amor Divino que lhe enche o coração.

A sabedoria que torna capaz de ajudar, a Vontade que dirige a sabedoria, o Amor que inspira a Vontade - tais são as qualidades requeridas. Vontade, Sabedoria e Amor são os três aspectos do Logos; e tu, que desejas alistar-te ao serviço, deves expressar esses três aspectos no mundo.

Krishnamurti
Do livro 'Aos pés do Mestre'
pag 33
Editora Pensamento



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9.4.08

Retrato de Maria ditado por Emmanuel através de Francisco Cândido Xavier


Retrato de Maria

Algum tempo após tomarmos conhecimento de um novo quadro de Maria, a Mãe de Jesus, divulgado num programa da TV Record, de São Paulo, com a presença de Francisco Cândido Xavier, procuramos esse médium amigo para colher dele maiores esclarecimentos sobre a origem do mesmo.
Contou-nos, então, Chico Xavier, no final da reunião pública do Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, na noite de 1º de dezembro de 1984, que, com vistas às homenagens do Dia das Mães de 1984, o Espírito de Emmanuel ditou, por ele, um retrato falado de Maria de Nazaré ao fotógrafo Vicente Avela, de São Paulo. Esse trabalho artístico foi sendo realizado aos poucos, desde meados de 1983, com retoques sucessivos realizados pela grande habilidade de Vicente, em mais de vinte contatos com o médium mineiro, na Capital paulista.
Em nossa rápida entrevista, Chico frisou que a fisionomia de Maria, assim retratada, revela tal qual Ela é conhecida quando de Suas visitas às esferas espirituais mais próximas e perturbadas da crosta terrestre; como, por exemplo, disse-nos ele, na Legião dos Servos de Maria, grande instituição de amparo aos suicidas descrita detalhadamente no livro Memórias de um Suicida, recebido mediunicamente por Yvonne A. Pereira.
E, ao final do diálogo fraterno, atendendo nosso pedido, Chico forneceu-nos o endereço do fotógrafo-artista, para que pudéssemos entrevistá-lo oportunamente, podendo assim registrar mais algum detalhe do belo trabalho realizado.
De fato, meses após essa entrevista, tivemos o prazer de conhecer o sr. Vicente Avela, em seu próprio ateliê, há 30 anos localizado na Rua Conselheiro Crispiniano, 343, 2º andar, na Capital paulista, onde nos recebeu atenciosamente.
Confirmando as informações do médium de Uberaba ele apenas destacou que, de fato, não houve pintura e sim um trabalho basicamente fotográfico, fruto de retoques sucessivos num retrato falado inicial, tudo sob a orientação mediúnica de Chico Xavier.
Quando o sr. Vicente concluiu a tarefa, com a arte final em pequena foto branco-e-preto, ele a ampliou bastante e coloriu-a com tinha a óleo (trabalho em que é perito, com experiência adquirida na época em que não havia filmes coloridos e as fotos em preto-e-branco eram coloridas a mão), dando origem à tela que foi divulgada.
Nesse encontro fraterno, também conhecemos o lindo quadro original à vista em parede de seu escritório, e ao despedirmo-nos, reconhecidos pela atenção, o parabenizamos por esse árduo e excelente trabalho, representando mais uma notícia da vida espiritual de Maria de Nazaré, que continua amparando com imenso amor maternal a Humanidade inteira.
Hércio M. C. Arantes - Fonte: Anuário Espírita 1986
(colaboração de: Ronney Robson d'Avila Mendes )
yennor@ibest.com.br
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Amor e humildade - poema de Francisco Cândido Xavier


Nós viveremos, universo em fora,
Trazendo dentro d’alma a vida acesa
No ritmo da luz da Natureza,
Que é a eterna vibração da eterna autora.
A dor, somente a dor nos aprimora,
Nos caminhos da prova e da aspereza,
Elevando a nossa alma na grandeza
Da grande claridade redentora.
Somos os lutadores peregrinos,
Sonhando pela estrada dos destinos,
Um castelo de paz, ventura e glórias.
Sabemos do passado envolto em ruínas
Que a luz do amor e as rudes disciplinas,
São as chaves das últimas vitórias.
Raul de Leoni
(Soneto psicografado em 1936)
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http://paginas.terra.com.br/arte/chicoxavier/poemas.htm

Emmanuel - Com Amor- Por Francisco Cândido Xavier



COM AMOR

"E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vinculo da perfeição." - Paulo. (COLOSSENSES, 3:14.)


Todo discípulo do Evangelho precisará coragem para atacar os serviços da redenção de si mesmo.
Nenhum dispensará as armaduras da fé, a fim de marchar com desassombro sob tempestades.
O caminho de resgate e elevação permanece cheio de espinhos.
O trabalho constituir-se-á de lutas, de sofrimentos, de sacrifícios, de suor, de testemunhos.
Toda a preparação é necessária, no capitulo da resistência; entretanto, sobre tudo isto é indispensável revestir-se nossa alma de caridade, que é amor sublime.
A nobreza de caráter, a confiança, a benevolência, a fé, a ciência, a penetração, os dons e as possibilidades são fios preciosos, mas o amor é o tear divino que os entrelaçará, tecendo a túnica da perfeição espiritual.
A disciplina e a educação, a escola e a cultura, o esforço e a obra, são flores e frutos na árvore da vida, todavia, o amor é a raiz eterna.
Mas, como amaremos no serviço diário?
Renovemo-nos no espírito do Senhor e compreendamos os nossos semelhantes.
Auxiliemos em silêncio, entendendo a situação de cada um, temperando a bondade com a energia, e a fraternidade com a justiça.
Ouçamos a sugestão do amor, a cada passo, na senda evolutiva.
Quem ama, compreende; e quem compreende, trabalha pelo mundo melhor.

Do livro Vinha de Luz
Emmanuel
Por Francisco Cândido Xavier
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