1.2.08

Madre Teresa - A Solidão , Uma Doença Incurável


A Solidão, Uma Doença Incurável
Foram inventados medicamentos para toda a espécie de doenças. Há, porém, uma que continua a desafiar a ciência, e para a qual ainda se não encontrou remédio: a solidão, que é a doença daqueles que não se sentem amados, que são esquecidos ou marginalizados.
Foram tantas as vezes em que a Madre falou desta doença que transcrever todas as suas palavras daria um grosso volume.
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Recordemos algumas apenas:
''Uma vez ia eu pelas ruas de Londres. De repente surgiu perante mim um homem curvado sobre si, num canto, com aspecto de estar só e abandonado. Pediu-me que me abeirasse dele. Acerquei-me, tomei-lhe a mão que apertei - tenho as mãos sempre quentes. Então, ele olhou-me bem e disse com grande emoção: 'Há tanto tempo, que não sentia o calor de uma mão amiga. Há tanto tempo''. De repente, seus olhos brilharam e ergueu-se. Apenas o calor de uma mão amiga, apenas ele, foi suficiente para produzir um raio de alegria e de esperança na sua vida.
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Fiquei surpreendida, contava-me a Madre noutra altura, quando tive provas de que no Ocidente uma grande quantidade de moços e moças se entregavam à droga e tentei uma explicação. Porquê? E eis a resposta que me surgiu: a solidão. Não há pessoas em casa para os receber. Pais e mães estão demasiado ocupados e não têm tempo para lhes dar. Os filhos regressam à rua e vêm-se logo envolvidos num meio que pode levar à droga.
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É um facto: esta mulher extraordinária, está obcecada pela pobreza material que afecta milhões de irmãos nossos. Mas está ainda mais preocupada com a miséria espiritual que se está apoderando de grande parte da Humanidade.
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'' Para a tuberculose, diz, tenho remédio, para a lepra, há medicamentos; mas para o homem que sofre de solidão, para o que se sente ofendido e mal-amado, ainda não encontrei remédio''.
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E concluiu com outro testemunho eloquente:
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'' Há no mundo muita dor, quanta dor! Dor que tem origem na fome, na falta de abrigo, em toda a espécie de doenças, mas estou convencida de que o sofrimento mais grave, a pobreza mais dolorosa provém da solidão, da rejeição, da falta de alguém com quem possa verdadeiramente contar. Pouco a pouco fui-me convencendo de que o facto de alguém se sentir mal-amado é a doença mais grave que um ser humano pode experimentar na sua vida''.
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Do Livro '' Teresa de Calcutá Profeta da Paz' pag 112
Pedro Arribas Sánchez
Editora Ulmeiro
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