1.2.08

Krishnamurti - pensamentos (1)

(Palavras do Mestre a Krishnamurti)
.
Tolerância
Deveis sentir perfeita tolerância por todos, e um sincero interesse pelas crenças dos de outra religião, tanto quanto pelas tuas próprias. Pois a religião dos outros é um Caminho para o Supremo, da mesma forma que a tua. E para auxiliar a todos é preciso tudo compreender.
Mas a fim de alcançar esta perfeita tolerância, deves tu próprio, em primeiro lugar, libertar-te da superstição e da beatice. Precisas aprender que não há cerimônias indispensáveis; de outro modo te suporias um pouco melhor do que aqueles que as não cumprem. Não condenes, porém, os que ainda se apegam às cerimónias. Deixa-os fazer o que lhes aprouver, contando que se não intrometam no que concerne a ti que conheces a verdade - pois não devem tentar forçar-te àquilo que já ultrapassaste. Sê indulgente com todos; sê benévole em tudo.
Agora que os teus olhos foram abertos, algumas das tuas antigas crenças e cerimónias podem parecer-te absurdas; talvez, na realidade, o sejam. Apesar, porém, de não poderes mais tomar parte nelas, respeita-as por amor às boas almas para quem elas são ainda importantes. Têm o seu lugar e a sua utilidade; assemelham-se às duplas linhas que, quando criança, te guiavam para escreveres em linha reta e na mesma altura, até que aprendestes a escrever muito melhor e mais livremente sem elas. Houve tempo em que delas necessitaste; esse tempo , porém, já passou.
Um grande instrutor escreveu certa vez: ''Quando eu era criança, falava como criança, entendia como criança; porém, quando me tornei homem, abandonei os modos infantis''. No entanto, aquele que esqueceu sua infância e perdeu a simpatia pelas crianças, não é o homem que as possa instruir e ajudar. Assim, olha a todos bondosamente, gentilmente, tolerantemente; porém , a todos da mesma forma, quer sejam budistas, jainistas, judeus, cristãos ou maometanos.
.
Krishnamurti (Alcione)
Do Livro : ''Aos Pés do Mestre'' pag.30, 31
Editora Pensamento

Madre Teresa - A Solidão , Uma Doença Incurável


A Solidão, Uma Doença Incurável
Foram inventados medicamentos para toda a espécie de doenças. Há, porém, uma que continua a desafiar a ciência, e para a qual ainda se não encontrou remédio: a solidão, que é a doença daqueles que não se sentem amados, que são esquecidos ou marginalizados.
Foram tantas as vezes em que a Madre falou desta doença que transcrever todas as suas palavras daria um grosso volume.
-
Recordemos algumas apenas:
''Uma vez ia eu pelas ruas de Londres. De repente surgiu perante mim um homem curvado sobre si, num canto, com aspecto de estar só e abandonado. Pediu-me que me abeirasse dele. Acerquei-me, tomei-lhe a mão que apertei - tenho as mãos sempre quentes. Então, ele olhou-me bem e disse com grande emoção: 'Há tanto tempo, que não sentia o calor de uma mão amiga. Há tanto tempo''. De repente, seus olhos brilharam e ergueu-se. Apenas o calor de uma mão amiga, apenas ele, foi suficiente para produzir um raio de alegria e de esperança na sua vida.
.
Fiquei surpreendida, contava-me a Madre noutra altura, quando tive provas de que no Ocidente uma grande quantidade de moços e moças se entregavam à droga e tentei uma explicação. Porquê? E eis a resposta que me surgiu: a solidão. Não há pessoas em casa para os receber. Pais e mães estão demasiado ocupados e não têm tempo para lhes dar. Os filhos regressam à rua e vêm-se logo envolvidos num meio que pode levar à droga.
.
É um facto: esta mulher extraordinária, está obcecada pela pobreza material que afecta milhões de irmãos nossos. Mas está ainda mais preocupada com a miséria espiritual que se está apoderando de grande parte da Humanidade.
.
'' Para a tuberculose, diz, tenho remédio, para a lepra, há medicamentos; mas para o homem que sofre de solidão, para o que se sente ofendido e mal-amado, ainda não encontrei remédio''.
.
E concluiu com outro testemunho eloquente:
.
'' Há no mundo muita dor, quanta dor! Dor que tem origem na fome, na falta de abrigo, em toda a espécie de doenças, mas estou convencida de que o sofrimento mais grave, a pobreza mais dolorosa provém da solidão, da rejeição, da falta de alguém com quem possa verdadeiramente contar. Pouco a pouco fui-me convencendo de que o facto de alguém se sentir mal-amado é a doença mais grave que um ser humano pode experimentar na sua vida''.
.
Do Livro '' Teresa de Calcutá Profeta da Paz' pag 112
Pedro Arribas Sánchez
Editora Ulmeiro

Sathya Sai Baba - pensamento (1)

PENSAMENTO

Não permita que a fé vacile quando o fracasso vier à sua porta.

Considere-o como um novo desafio e vença-o.

Sua fé não deve ser como sua respiração, que entra e sai a cada instante.

Faça com que sua fé seja firme, sem alternância entre entradas e saídas.

Se a fé estiver em um fluxo contínuo, então a Graça será derramada sobre você como um fluxo pleno e incessante.

Deus está com você em todas as etapas e em todas as situações.

Ame-O das profundezas do seu coração.

Tome refúgio Nele, pois Ele definitivamente o protegerá.

É dito que "como é o sentimento, assim será o resultado" ("Yad Bhaavam Tad Bhavathi").

Deus virá em seu socorro se tiver fé absoluta Nele.

SATHYA SAI BABA

http://www.sathyasai.org.br/

http://eterno.caminhante.googlepages.com/


-

Koans e contos Zen (1)



2.Uma Parábola


Certa vez, disse o Buddha uma parábola:
Um homem viajando em um campo encontrou um tigre. Ele correu, o tigre em seu encalço. Aproximando-se de um precipício, tomou as raízes expostas de uma vinha selvagem em suas mãos e pendurou-se precipitadamente abaixo, na beira do abismo. O tigre o farejava acima. Tremendo, o homem olhou para baixo e viu, no fundo do precipício, outro tigre a esperá-lo. Apenas a vinha o sustinha.
Mas ao olhar para a planta, viu dois ratos, um negro e outro branco, roendo aos poucos sua raiz. Neste momento seus olhos perceberam um belo morango vicejando perto. Segurando a vinha com uma mão, ele pegou o morango com a outra e o comeu.
"Que delícia!", ele disse.



.

Dalai Lama - pensamentos (1)

A Humanidade
Para Saber como amar os outros é necessário em primeiro lugar compreender o que significa amar-se a si mesmo. O altruísmo não significa simplesmente esquecermo-nos de nós próprios. Trata-se acima de tudo de refrear os sentimentos egoístas que nos conduzem à exploração dos outros, ou que fazem com que os tratemos mal. De um modo geral, o facto de não gostarmos de nós mesmos, de nos detestarmos, é absoltamente negativo. Uma tal disposição parece-me extremamente lamentável e não pode conduzir a nada de bom.
.
Dalai Lama
Do livro 'Sabedoria do Dalai Lama', pag.78
Editora Pergaminho

Huberto Rohden - Fechar o circuito



Fechar o circuito

Se o circuito elétrico não for completo, da usina e para a usina, a lâmpada não acende, não importa o ponto onde a corrente esteja interrompida. Para haver luz , fôrça ou calor, a lei cósmica exige que o misterioso fluído tenha circuito completo, ida e volta.

Assim, se alguém só quer receber, e não quer dar, devolvendo à usina divina o que dela recebeu, interrompe o fluxo contínuo - e sua vida fica sem luz, fôrça e calor. Feche, pois, o circuito dos dons divinos, distribuindo-os aos homens o que de Deus recebeu; porquanto, ''o que fizerdes a um dêsses meus irmãos mais pequeninos, a mim é que o fazeis''.

Huberto Rohden

Livro : 'Ídolos ou Ideal''

Livraria Freitas Bastos

Madre Teresa - Uma oração

.

Um Jornalista pergunta a Madre Teresa: 'Pode ensinar-nos uma oração para o Ano Mariano?'


Madre Teresa responde: Sim. '' Maria, mãe de Jesus, dá-nos o teu coração tão formoso e imaculado - o teu coração tão cheio de amor e de humanidade, para que nós possamos receber o pão da vida, amá-lo como tu o amas e servi-lo como tu o serves, oculto nos mais pobres de entre os pobres. Amém.''


Do Livro ''Teresa De Calcutá Profeta da Paz ''
Pedro Arribas Sánchez
Editora Ulmeiro
http://www.ulmeiro.com/
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...