29.1.08

Lobsang Rampa - Carma e Dharma



Do Livro: A SABEDORIA DOS LAMAS
LOBSANG RAMPA


CARMA: Esta é uma lei antiga, pela qual muitas pessoas do mundo oriental regulam suas vidas. É uma lei ótima, desde que usada com senso comum.

Vamos a uma loja e compramos muitas mercadorias. Se tivermos sorte, poderemos pô-las "na conta", mas compramos esses artigos, e eles terão de ser pagos em algum momento, pois não os recebemos de graça.

Percorremos vida após vida, fazendo coisas das quais, nas horas calmas do amanhecer, nós nos arrependemos, coisas das quais nos envergonhamos quando estamos a sós e podemos pensar a respeito, fazemos coisas que podem prejudicar outras pessoas. Bem, é uma pena, porque assim como plantamos, colheremos.

Do mesmo modo, devemos fazer o bem aos outros. "Atira teu pão às águas, e ele te será devolvido". Infelizmente, quando o devolvem, pode estar um pouco encharcado, mas não é isto que queremos dizer. Façamos o bem aos outros, e quanto mais bem fizermos, tanto mais nos será feito.

Se você veio à Terra e passa momentos horríveis, isso significa que está recebendo a retribuição, por ter proporcionado a outras pessoas momentos horríveis em outra vida. Quando você chegar àquele estágio feliz, muito feliz, no qual estará vivendo sua última vida sobre a Terra, certamente passará momentos horríveis, porque terá de saldar todas as dívidas. Exatamente quando estiver pronto a mudar-se para outro bairro, procurará o açougueiro, o padeiro e o fabricante de castiçais (ou deve procurá-los se for honesto), e pagará o que deve aos mesmos. Se você for otimista, procurará receber dinheiro que lhe devem, mas isso é assunto diferente. A lei do Carma determina: faça como gostaria que lhe fizessem, porque você terá de pagar o bem, tanto quanto o mal.


A minha crença pessoal é que uma adoção demasiadamente rígida da lei da encarnação e da lei do Carma pode ter sido responsável pela degeneração da Índia e China porque, tanto na Índia quanto na China, as pessoas costumavam sentar-se debaixo das árvores e dizer: "Ah! E daí? Tenho muitas outras vidas diante de mim, vou ficar sentado como o Touro Ferdinando a cheirar as flores nesta vida". E assim a coisa descambou para a preguiça.

Quanto à China — eu pessoalmente vi o seguinte: um homem caiu em um rio e estava a afogar-se, sem dúvida alguma. Nenhum dos chineses se mostrou sequer remotamente interessado no caso; posteriormente, foi-lhes indagado porque nada haviam feito para salvar o homem que se afogava. A resposta que deram foi no sentido de que se houvessem salvo aquele homem DE SEU CARMA, teriam ficado com o Carma dele para si, além dos seus próprios: Assim é que uma obediência por demais rígida cria a insensibilidade aparente. É preciso adotar o antigo e bom Caminho Budista — nem mau demais, porque a polícia nos perseguirá, nem bom demais (coisa impossível nesta Terra!), porque seremos puros demais para continuarmos aqui. O Caminho do Meio, em todas as coisas.
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DHARMA: Esta palavra pode indicar o mérito, a boa moral, a virtude, a verdade ou um modo de vida. Seu sentido verdadeiro, no entanto, é "aquilo que contém tua verdadeira natureza".

Isso significa que se deve adotar um modo de vida e mantê-lo, sem resvalar dos padrões elevados que se tenha colimado anteriormente.

No budismo, Dharma significa seguir a Nobre Trilha Óctupla.
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