26.1.08

As Seis Jóias da Mente - Annie Besant

No Livro 'O Aprefeiçoamento do Homem' de Annie Besant
pag: 75, 76,77

As Seis jóias Ou Qualidades Da Mente

1º Domínio da mente; fixá-la até convertê-la no instrumento de purificação do caráter.
2º A virtude da tolerância e respeito ao sentir e pensar dos outros.
3º O domínio da ação e das provas para esgotar mais rápidamente o Carma pessoal.
4º O perfeito equilíbrio, ou a serenidade no bom senso para compreender imparcialmente.
5º A fé derivada do conhecimento e segurança nas verdades compreendidas.
6º O desejo de liberação, a vontade de alcançá-la para ajudar os demais.

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As seis jóias que já vos falei: Dominio da Mente, afastando-a de tudo o que é daninho e usando-a para tudo o que é bom. E o domínio da mente é necessário na Senda, porque devemos modelar nossa mente de tal maneira que ela não possa ser sacudida por nenhum meio nem perturbada por nada do que o mundo externo chama perturbação, como sejam: perda de amigos e de fortuna, a calunia, desonra. De tudo o que causa transtorno em vossa vida mundana o Mestre disse: ''Isto nada vale''. Porém, quão poucos são os que podem reconhecer esta grande verdade! São os frutos de pensamentos, desejos e ações do passado, o carma gerado no passado, e, até que seja esgotado, não podemos ser utilizados na obra do Mestre. Portanto, cabe-nos dominar a mente sem pensar no mal, de modo a mantê-la tão radiante e alegre quão tranquila.
Não deveis sentir abatimento, porque isso engendra ao vosso redor uma atmosfera que leva sofrimento aos demais; vosso trabalho deve consistir em aumentar a felicidade do mundo, e não em fomentar suas misérias. Se estiverdes abatido, o Mestre não poderá utilizar-vos para ensinar Sua Vida por vosso meio para ajudar vossos irmãos. A depressão é como um dique levantado no meio da corrente, para impedir que suas águas sigam o livre curso; não deveis pôr obstáculos à vida do Mestre, que flui através do discípulo, senão privais de Suas bênçãos e alegrias os corações dos homens. Dominais o pensamento e também a ação, e agi tanto quanto possível de acôrdo com o justo, o bom e o benevolente.
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Deveis também desenvolver a grande virtude da Tolerância, que sói ser tão rara entre vós. Deveis estudar - disse o Mestre - as religiões dos demais, para habilitar-vos a ajudá-los , o que não poderieis fazer de outra maneira. O juizo do mundo condena isto e não o aprova. Quantas vêzes já ouvi, críticas dirigidas a mim, dizendo: ''Oh! Mrs. Besant fala como um hindu na Índia e como cristã na Inglaterra''. Como poderia então falar de outro modo? Falar de hinduismo aos cristãos não os ajudaria. Falar de cristianismo aos hindus e budistas, lhes ocultaria grandes verdades. Nosso dever é aprender para ajudar, e só se pode conquistar os corações dos homens por simpatia, quando puderdes falar de seus pontos de vista, em lugar de vos manterdes obstinadamente nos vossos. Êste é o grande distintivo de quem é verdadeiramente tolerante, porque pode ver as coisas do ponto de vista dos outros, e falar de tal modo que seja útil para ajudá-los.
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Também deveis aprender a Paciência, para resistir às provas de que já tenho falado, provas que cairão sobre vós como granizos, a fim de que vosso carma seja esgotado mais rápidamente e assim vos capacite a servir. Recebei essas provas como uma honra, não como um castigo; são indícios de que os grandes Senhores do Carma ouviram vossa súplica por um progresso mais acelerado, e estão precipitando vossos carmas do passado para os extinguirdes, e portanto atenderam vossos rogos. Cabe-vos permanecer alegres e não com rosto descontente e angustioso; cabe-vos imitar os antigos mártires que sorriam diante do fogo, considerando-o como um carro de triunfo chegado para condúzi-los até o Senhor.
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Também deveis aprender a Perseverança, que significa unidade de direção, e que os hindus e budistas chamam Equilíbrio. Perseverança na obra do Mestre com um equilíbrio tal que nada vos possa tirar dela. Como a bússula aponta sempre para o pólo e a ele retorna toda vez que algo a force a desviar-se, assim deve ser a vossa vontade dirigir-se invariàvelmente para a meta da divina Vontade, que é a perfeição humana que estais vos esforçando por atingir.
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A última das seis jóias é a Fé ou Confiança em vosso Instrutor e em vós mesmos. Mas diz o Mestre: ''Acaso o homem responderá: Confiar em mim? Eu me conheço demasiado bem para poder confiar em mim''. Mas o Mestre responderá: ''Não, vós não vos conheceis ; só conheceis a casca que vos oculta, porque o EU está na fortaleza inexpugnável que nunca pode ser abalada nem destruida. Assim, as seis jóias da mente vão aparecendo gradualmente para que nos últimos anos sejam melhor modeladas, e com o objectivo de que sejam reconhecidas no caráter. E então, oh! então, resta a última das qualidades, a mais dura de todas e que desperta maior oposição na mente de muitos. O hindu e o budista a chamam Desejo de Libertação; o Mestre a chama União com o Supremo, e como o Supremo é Amor, o Mestre a traduz por esse Amor vivido entre os homens. E ao tratar Ele de grande virtude do amor, que é o cumprimento da lei, assinala três vícios que são crimes contra o amor e que, portanto, devem ser evitados pelo discípulo. O primeiro é a maledicência, o segundo é a crueldade, e o terceiro, a superstição. São estes, disse ÊLe, os piores crimes contra o amor.
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